Idosa de 82 anos relata ter sido agredida e amarrada pela própria filha em Campo Grande
Vítima buscou ajuda em clínica de repouso após sofrer tapa e queda durante a madrugada; responsável pelo local afirma que…
Uma idosa de 82 anos denunciou ter sido vítima de agressões físicas praticadas por sua própria filha, uma mulher de 62 anos, durante a noite desta quinta-feira (23), em Campo Grande. O caso veio à tona na manhã desta sexta-feira (24), quando a vítima chegou à clínica de repouso que frequenta, localizada no bairro Universitário, e relatou à proprietária do estabelecimento os momentos de violência vividos em sua residência. Segundo o depoimento da idosa, ela teria recebido um tapa no rosto e, em seguida, foi puxada com força pela filha, o que causou sua queda ao solo. A vítima revelou ainda um detalhe perturbador, afirmando que foi mantida amarrada após o episódio das agressões.
No momento em que buscou auxílio na unidade de repouso, a idosa apresentava marcas evidentes de violência, incluindo vermelhidão na face e uma escoriação no nariz. Apesar dos sinais visíveis, ela informou que não sentia dores agudas e recusou o encaminhamento para atendimento médico imediato. A responsável pela clínica destacou que esta não é uma situação isolada, relatando que a idosa já havia se queixado de maus-tratos em ocasiões anteriores, fatos que já haviam sido comunicados aos órgãos de assistência social. Além do relato verbal, imagens que comprovariam a situação de vulnerabilidade e os abusos teriam sido compartilhadas via aplicativo de mensagens para documentar o ocorrido.
Diante da gravidade das acusações e da reincidência relatada, o caso foi formalmente registrado como maus-tratos na delegacia de polícia. As autoridades competentes agora devem instaurar um inquérito para apurar a conduta da filha e verificar a necessidade de medidas protetivas de urgência para garantir a segurança da idosa. O Ministério Público e a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) podem ser acionados para acompanhar o desdobramento da investigação, enquanto a rede de proteção ao idoso monitora a integridade física e psicológica da vítima.
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