Chuva de meteoros Líridas ilumina o céu nesta terça e pode ser vista em Mato Grosso do Sul
Fragmentos do Cometa Thatcher devem proporcionar um espetáculo no céu entre a noite desta terça-feira (21) e a madrugada de…
Fragmentos do Cometa Thatcher devem proporcionar um espetáculo no céu entre a noite desta terça-feira (21) e a madrugada de quarta-feira (22). O fenômeno, conhecido como chuva de meteoros Líridas, poderá ser observado em diversas regiões do Brasil, incluindo Mato Grosso do Sul.
O pico da atividade ocorre justamente nesse intervalo, quando a Terra atravessa a trilha de detritos deixada pelo cometa ao longo de sua órbita. Ao entrarem na atmosfera em alta velocidade, esses fragmentos se incendeiam, formando os riscos luminosos popularmente chamados de “estrelas cadentes”.
Considerada uma das chuvas de meteoros mais antigas já registradas, as Líridas possuem relatos que remontam a mais de dois mil anos. O fenômeno tem origem no Cometa Thatcher, que leva cerca de 415 anos para completar uma volta ao redor do Sol.
Apesar de não ser a mais intensa do calendário astronômico, a chuva costuma registrar média de até 18 meteoros por hora em condições ideais. Neste ano, o cenário é considerado favorável à observação, já que a lua estará com baixa luminosidade e se põe ainda no início da noite, reduzindo a interferência no céu escuro.
Com isso, há maior probabilidade de visualizar até mesmo meteoros menos intensos, ampliando a experiência para quem pretende acompanhar o fenômeno.
Os meteoros das Líridas atingem velocidades de até 49 quilômetros por segundo e podem gerar rastros mais brilhantes, conhecidos como “bolas de fogo”.
Em Mato Grosso do Sul, o melhor período para observação é a partir da 1h da manhã, quando a atividade tende a se intensificar. Para aumentar as chances de visualização, a recomendação é buscar locais afastados da iluminação urbana, como áreas rurais ou regiões com baixa poluição luminosa.
Outro ponto importante é direcionar o olhar para o norte, onde estará a estrela Vega, utilizada como referência para identificar o radiante da chuva.
Embora seja visível em todo o país, regiões Norte e Nordeste tendem a ter vantagem, já que o ponto de origem dos meteoros aparece mais alto no céu nessas localidades.
Segundo dados da NASA, o Cometa Thatcher foi descoberto em 1861, mas nunca chegou a ser fotografado. A próxima passagem pelo interior do sistema solar está prevista apenas para o ano de 2283.
Até lá, o fenômeno anual segue como a principal oportunidade de observar os vestígios desse corpo celeste que, há séculos, cruza o céu terrestre.
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